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Programa de atenção plena

semana 3

TEMA DA SEMANA: Você não é seus pensamentos

Como foi a sua segunda semana do programa de mindfulness, ou atenção plena? Você já nota alguma diferença em sua vida cotidiana? Você consegue notar que sua prática está evoluindo e já sente os efeitos no dia a dia? Se sim, que bom! Se não, não se preocupe, pois este é apenas o começo e a natureza de nossa mente é realmente totalmente variante - ela muda a todo momento. Isso significa que talvez um dia você vai sentar para praticar e sentir que esteve totalmente presente, que você meditou tranquilamente e com bastante foco. Mas aí, no outro dia será totalmente diferente, talvez mais desafiador. Bem-vindo à natureza da mente! Ela é realmente algo que muda sempre. O importante é você não deixar que isso se torne um obstáculo. Não deixar de praticar é o mais importante. Não existe meditação ruim. Toda meditação é boa! Todo esforço vai te fazer bem pois será uma experiência de entrar em contato com o que está acontecendo com você, com sua mente e seu corpo, naquele dia, hora e momento - de momento a momento.

Nesta semana, vamos ter a oportunidade de olhar um pouco mais para os nossos pensamentos. Assistiremos o vídeo incrível de Alison Ledgerwood, uma psicóloga da Universidade de Berkeley na Califórnia que nos mostra o quanto passamos a maioria de nosso tempo focados em pensamentos negativos e - o melhor de tudo - como podemos mudar esse padrão. Nossa atividade informal foi desenvolvida por ela e tem dado ótimos resultados na qualidade de vida das pessoas que a praticam na Califórnia.

Uma das definições de atenção plena é: manter uma atenção ou consciência, de momento a momento, dos nossos pensamentos, sentimentos, sensações corporais e o ambiente ao nosso redor. A atenção plena também envolve a aceitação, significando que somos capazes de prestar atenção nos nossos sentimentos e pensamentos sem julgá-los - sem acreditar, por exemplo, que existe uma maneira certa ou errada de pensar naquele momento".

Quanto mais você praticar, mais você vai ver que nossos pensamentos são bastante involuntários. Que eles surgem espontaneamente e que não necessariamente representam o que somos. Comece a notar e você verá. Você não é seus pensamentos! Você é muito mais do que eles e a prática de mindfulness vai te ajudar a ver que você tem a capacidade de observá-los e decidir quais deles são válidos para suas decisões e ações. E quais deles são simplesmente para deixarmos ir, abandonarmos, sem nos envolvermos com eles.

Boa prática!

 

Prática principal

 

  • Link para escutar a meditação guiada no site ou fazer download: www.semeandopaz.com/audio

  • Praticar seis dias da semana, alternando um dia de movimento consciente (ioga) com um dia de respiração, ou com um dia de escaneamento corporal. Ou combinar essas práticas diariamente (ioga seguida por escaneamento corporal ou por respiração).

  • Se preferir e já tiver concentração suficiente, pode realizar o escaneamento e a meditação da respiração sem áudio. Se assim for, apenas coloque um despertador baixinho para controlar o tempo. Se decidiu meditar por ‘x’ minutos, cumpra sua decisão.

Como praticar: Não espere sentir ou atingir nada, simplesmente mergulhe na experiência. Se ficar ciente de que se distraiu, simplesmente volte a seguir o áudio, parabenizando-se por ter voltado à prática. Depois de praticar, note o que você  sentiu ou vivenciou, e envie perguntas para o grupo se quiser.

2.  Práticas informais

 

2.1) Cultivando e anotando a gratidão

 

Use a atenção plena durante suas atividades cotidianas, lembrando-se também de vivenciar sentimentos ou acontecimentos positivos em um estado alerta e de plenitude. No fim do dia, anote três acontecimentos ou coisas positivas que aconteceram durante o dia. Note também o que há de positivo em você, e não só nos acontecimentos externos.

3. Vídeo da semana

4. texto da semana

Pensamento “consciente” x “inconsciente”: conheça as diferenças

27 de junho de 2019
 

Embora nossa mente esteja sempre pensando (é da natureza da mente pensar…), podemos perceber a diferença entre dois grandes tipos de pensamentos: os “conscientes e voluntários” (em geral, menos prevalentes), e os “inconscientes e involuntários” (a grande maioria). A diferença entre eles pode ser percebida com base em suas características:

Pensamento consciente e voluntário


Dois exemplos seriam pensarmos voluntariamente sobre a preparação de uma palestra que daremos em alguns dias ou semanas; ou planejarmos uma conversa com colegas de trabalho sobre um problema concreto.

No pensamento consciente, que geramos de forma voluntária, costuma haver uma certa distância entre nós e o pensamento, ou seja, mais sensação de controle voluntário dos mesmos.

O envolvimento emocional não é tão intenso, é algo mais leve, e os pensamentos não necessariamente se encadeiam uns aos outros de maneira contínua ou automática.

Pensamento inconsciente e involuntário


Alguns exemplos seriam pensarmos automática e continuamente em nossas relações com chefes ou colegas de trabalho, com os quais discutimos frequentemente; ou termos pensamentos persistentes e involuntários sobre as dificuldades financeiras para chegarmos ao fim do mês.

Com esses pensamentos (que não são gerados por nós, ou seja, aparecem espontaneamente) temos uma maior identificação emocional (eles “grudam” emocionalmente em nós).

Em geral, nesses casos, não sentimos uma separação entre nós e os pensamentos, eles apresentam uma textura mais pesada e, frequentemente, formam um fluxo “ruminativo” e repetitivo de pensamentos encadeados, inacabáveis.

Temos menos sensação de controle, e não nos damos conta do tempo que passamos pensando porque somos absorvidos pelos pensamentos.

Distintos, mas conectados


Essas distinções que apresentei são meramente acadêmicas e didáticas. O processo normal no dia a dia é que podemos começar a pensar conscientemente em algo (por exemplo, o que dizer a um amigo com quem tivemos um problema) e, poucos segundos depois, entrar sem perceber no pensar “inconsciente” e involuntário do tipo “o que eu fiz de mal para que ele não gostasse tanto de mim; deveria ter feito isso ou aquilo, etc.”

Em outras palavras, tentamos pensar conscientemente, de maneira planejada e organizada, sem muito envolvimento emocional sobre um tema para buscarmos soluções e, poucos segundos depois, estamos ruminando preocupações relacionadas ao tema e acabamos nos perdendo durante um bom tempo e de forma improdutiva.

 

Como mindfulness pode ajudar?
 

A prática regular da atenção plena (mindfulness) pode nos ajudar de 2 maneiras nessas situações:

1) Criando a habilidade de percebermos e discriminarmos quando estamos no modo “pensamento inconsciente”, ou seja, podendo ter mais clareza sobre qual tipo de pensamentos estamos envolvidos nesse momento; e

 

2) Criando a possibilidade de não nos envolvermos por tanto tempo com os pensamentos “inconscientes” e improdutivos, podendo “dar um passo atrás”, olhar em perspectiva, e voltar aos pensamentos conscientes e voluntários, nos dando um pouco mais de controle sobre nossa situação mental.

 

Vamos praticar?

 

 

Referência:

Demarzo & Garcia-Campayo. Manual Prático de Mindfulness: curiosidade e aceitação. Editora Palas Athena, 2015.

Para saber mais sobre mindfulness:

www.mindfulnessmeeting.com (International Meeting on Mindfulness – Congresso científico internacional – São Paulo – 12 a 15 de junho de 2019)

www.mindfulnessbrasil.com (Mente Aberta – Centro Brasileiro de Mindfulness e Promoção da Saúde – UNIFESP)

www.webmindfulness.com (WebMindfulness – Grupo de Pesquisa Coordenado pelo Prof. Javier García-Campayo – Universidad de Zaragoza, informações em espanhol)

www.umassmed.edu/cfm (Centro de Meditação “Mindfulness” na Medicina, Universidade de Massachusetts, Estados Unidos, informações em inglês)

 

Fonte: UOL

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